Doeu, mas passou!



"Eu tinha medo de encontrá-lo e ser reincidente, pra beijar de novo, como antigamente, ter um recomeço do que teve fim, ao vê-lo eu tive a certeza que a dúvida acabou, chorei mas sorri, doeu mas passou, você está vivo, mas morreu pra mim, o tempo que me abriu os olhos, me fez despertar, ninguém é cego a vida toda podendo enxergar. E o nosso romance acabou num passe de mágica, fui um personagem dessa história trágica, fomos namorados hoje somos ex, foi muito melhor engasgar do que ficar tonto, pecar foi um erro, acabar foi bom, quem ama por dois padece por três. Eu tenho uma imenta das júrias que você quebrou, e a vida não pára por causa que a gente parou. Eu era refém do seu corpo e você dos meus beijos, se faltou ciúmes, se sobrou desejos, agora é passado recordar pra quê? Estamos novamente livres em novo endereço, toda liberdade tem que ter um preço
E eu ganhei a minha perdendo você!
O tempo que me abriu os olhos me fez despertar ninguém é cego a vida toda podendo enxergar
Você não é mais meu Deus nem eu sou sua ninfa
E a gente partiu dividindo um nós, por dois eus..."


Durante muito tempo tive medo de viver pra sempre presa àqueles sentimentos, como se a vida estivesse estagnada, resumida à lágrimas por algo que jamais mudaria; mas o tempo, e as atitudes alheias me fizeram ver que nada daquilo era necessário, que ainda existe uma vida a ser vivida; caminhos a serem seguidos, lutas a serem conquistas e hoje, apesar da dor que o passado trouxe, não o vejo como parte insignificante e passívo de desprezo... Mas como um obstáculo vencido que me ajudou a crescer e ser ainda mais forte.
Nunca pensei que veria esse passado como vejo hoje, nunca pessei que aquilo acabaria. Doeu, mas passou. Doeu, mas me mostrou que é preciso ser forte nos momentos em que a vida parece nos virar as costas. Doeu, mas me mostrou que há uma nova felicidade a ser encontrada!

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Entenda...


"É só um cara. Não o denso lago de mistérios gazosos onde você mergulhou e ainda não submergiu. Nem o sustentáculo de todos os ossos de seu corpo, tampouco o mármore onde está gravada a suprema razão de sua existência. É só um cara.
E quer mesmo saber? É um cara como todos os outros caras.
Esse que te perguntou as horas no meio da rua – podia ter sido ele e você nem ligou. O mendigo, o ginecologista, o padre, o dealer. Ele estava ali o tempo todo. E ele não estava. Ele é só um deles. Vários. Uma legião. E ninguém.
É só um cara. E não a sua vida. E não todos os dias da sua história. E não todas as suas lágrimas juntas em um único sábado solitário. Ele não é o destino. É um cara. Existem muitos destinos.
Ele é só um cara que mal sabe escolher os próprios perfumes. Não sabe sangrar. Não sabe que nome daria a um filho. Não pode ficar mais tempo. Ele é só um cara perdido como muitos outros caras que você encontrou. E perdeu.
Ele é só um cara... E você já esqueceu outros caras antes."
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Negue o quanto quiser, mas..


Quem é que nunca teve um Marcelo, um Felipe, um Ricardo, um Décio, um Julio ou um Alexandre na vida? Tudo bem, pode ser uma Roberta, uma Juliana, uma Ana, uma Patrícia ou uma Aline...

Paquerar é bom, mas chega uma hora que cansa! Cansa na hora que você percebe que ter 10 pessoas ao mesmo tempo é o mesmo que não ter nenhuma, e ter apenas uma, é o mesmo que possuir 10 ao mesmo tempo!

A “fila” anda, a coleção de “figurinhas” cresce, a conta de telefone é sempre altíssima. Mas e aí? O que isso te acrescenta?

Nessas horas sempre surge aquela tradicional perguntinha: Por que aquela pessoa pela qual você trocaria qualquer programa por um simples filme com pipoca abraçadinho no sofá da sala não despenca logo na sua vida???

Se o tal “amor” é impontual e imprevisível, que se dane! Não adianta: as pessoas são impacientes! São e sempre vão ser! Tem gente que diz que não é... “Eu não sou ansioso, as coisas acontecem quando tem que acontecer”. Mentira! Por dentro todo ser humano é igual: impaciente, sonhador, iludido... Jura de pé junto que não, mas vive em busca da famosa cara metade! Pode dar o nome que quiser: amor, alma gêmea, par perfeito, a outra metade da laranja... No fim dá tudo no mesmo. Pode soar brega, cafona, piegas... Mas é a realidade.

Inclusive o assunto “amor” é sempre cafonérrimo!!

Acredito que o status de cafona surgiu porque a grande maioria das pessoas nunca teve a oportunidade de viver um grande amor. Poucas pessoas experimentaram nessa vida a sensação de sonhar acordada, dormir do lado do telefone, de ter os olhos brilhando, de desfilar com aquele sorriso de borboleta azul estampado no rosto.

Não lembro se foi o “Wando” ou se foi o “Reginaldo Rossi” que disse em uma entrevista que se a Marisa Monte não tivesse optado pelo “Amor I love you” e se o Caetano não tivesse dito “To me sentindo muito sozinho”, eles não venderiam mais nenhum disco.

Não adianta, o público gosta e vibra com o “brega”.

Não adianta tapar o sol com a peneira.

- Por mais que você não admita, você ficou triste porque o Leonardo Di Caprio morreu em “Titanic” e ficou feliz porque a Julia Roberts e o Richard Gere ficaram juntos em “Uma Linda Mulher”;

- Existe pelo menos uma música sertaneja ou um “pagodinho” que te deixe com dor de cotovelo;

- Quando você está solteiro e vê um casal aos beijos e abraços no meio da rua você sente a maior inveja;

- Você já se pegou escrevendo o seu nome e o da pessoa pelo qual você está apaixonada no espelho embaçado do banheiro, ou num pedacinho de papel;

- Você já se viu cantando a mantra “toca telefone toca” em algumas das sextas-feiras de sua vida, ou qualquer outro dia que seja;

- Você já enfiou os pés pelas mãos alguma vez na vida e se atirou de cabeça numa “relação” sem nem perceber que você mal conhecia a outra pessoa e que com este seu jeito de agir ela te acharia um tremendo louco;

- Você, assim como nos contos de fada, sonha em escutar um dia o tal “E foram felizes para sempre” e adora quando passa na TV aqueles comerciais de margarina, a lá Doriana, no maior “super família feliz” durante o intervalo das novelas.

Bem, preciso continuar? Ok, acho que não...

Negue o quanto quiser, mas sei que já passou por isso, e se não passou, não sabe o que está perdendo...


“O problema de resistir a uma tentação é que você pode não ter uma segunda chance”.


Luiz Fernando Veríssimo

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Sufoco...



Vontade de gritar, de fugir, de sumir... Vontade e necessidade de encontrar um novo caminho pra seguir. Cansada de ouvir sempre as mesmas frases, de ser "saco de pancada". Sufocada por palavras e atitudes de quem não compreende a importância de um sorriso.

Pode soar depressivo pra quem observa tudo de fora, mas a verdade, é que a esperança de um novo amanhecer e de novas conquistas... parece cada vez mais distante; e a pergunta que não deixa de se repeitr é: Será que um dia isso acaba e tão sonhada alegria chega? A única coisa que resta, é esperar..e pagar pra ver se o sol volta a nascer...
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